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Lesão de Lisfranc
 

O que é?

Jacques Lisfranc de Saint-Martin (1790-1847) foi um cirurgião de guerra na era napoleônica, que descreveu um tipo de amputação que realizava em ferimentos de guerra, em um local específico do pé – topograficamente essa região faz a transição entre o médiopé e o antepé, entre os ossos do tarso e os metatarsos, que ficaram depois conhecidas pelo epônimo de articulações de Lisfranc.


Essa região apresenta alguns dos ligamentos mais fortes do corpo humano, e ao longo de décadas de estudos biomecânicos e anatômicos, e o advento de exames de imagens mais sofisticados, descobriu-se que o complexo ligamentar de Lisfranc envolve várias estruturas ligamentares que unem não apenas os ossos do tarso e metatarsos, mas também os ossos cuneiformes, cubóide e a chamada articulação inominada (naviculo-cuneiformes). São ligamentos que correm em sentidos diversos no pé e tem funções também diferentes, porém o conjunto do complexo ligamentar de Lisfranc tem a importante função de sustentação do arco longitudinal do pé e de transmissão da energia de carga durante a marcha, permitindo a harmonia do caminhar e correr através do contato do calcâneo até o desprendimento dos dedos do pé.

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Causas e sintomas

Devido à essa fundamental ação de estabilização do pé, o complexo ligamentar de Lisfranc é forte e suas lesões são extremamente incapacitantes, quando não tratadas adequadamente. O ligamento de Lisfranc propriamente dito, dentro do complexo ligamentar, é uma estrutura que corre no sentido oblíquo, unindo a base do 2o metatarso ao cuneiforme medial, e não tolera desvios ou instabilidades maiores que 1mm.


As lesões são suspeitas quando ocorre um trauma axial no pé (com o pé em ponta de pé, por exemplo), associado à uma força de rotação, e o paciente apresenta dificuldade para sustentar-se de pé e dor à mobilização da região, podendo haver uma equimose plantar no meio do pé.

Diagnóstico e Tratamento

O tratamento deve ser cirúrgico sempre que houver um desvio maior que 1mm das articulações, sendo que existem vários métodos de estabilização articular, ou artrodese em casos mais graves.


São lesões que demoram para recuperação completa e cicatrização, pois são ligamentos fortes e intrarticulares – a maioria das lesões levam em torno de 03 meses para cicatrização.

O Que Dizem Nossos Pacientes

5 ESTRELAS NO DOCTORÁLIA

Excelente médico. Muito atencioso, querido, explica tudo nos detalhes. O tratamento exemplar.
Ele diagnosticou e tratou meu problema , indicando o melhor tratamento, bem como recomendou medidas protetivas para evitar que a doença voltasse.

Gorete